sejam bem-vindos ao perigosas garotas, por gabriela mayer

Top 5: coisas que não vivo sem

22/05/2015

Comentário(s), gabi

No dia-a-dia a gente tem a mão várias coisas que nos proporcionam praticidade, prazer ou satisfação, mas as vezes nem nos damos conta do quanto tudo isso acaba se aderindo a nossa rotina de forma que passem a fazer parte da nossa personalidade e hábitos totalmente inconscientes.

O post de hoje é um dos temas para a primeira blogagem coletiva do grupo Vamos Divulgar para o mês de Maio, e a proposta é fazer um Top 5 de coisas que não vivo sem. Vamos conferir?
A primeira coisa que me veio em mente quando fui fazer esse post foi música. Música pra mim é tão essencial quanto respirar, ou talvez menos, mas o fato é que assim que acordo já logo alcanço meu fone de ouvido que só tiro novamente na hora de dormir. Sim, é um vício sério, mas totalmente benigno, prometo.

Ouço música de tudo quanto é ritmo, tudo quanto é língua, e ouso dizer que boa parte do que sou hoje é graças a meu gosto musical. Falar inglês? Aprendi a falar sozinha de tanto decorar as letras para cantar. Desenhar retratos realistas? Aprendi na cara e na coragem para fazer retratos dos meus artistas prediletos. E o interesse em mais um bando de cultura exótica (lê-se coreana, chinesa e indiana) é tudo graças à música também.

Agora estou aprendendo a tocar violão, tudo graças a uma paixão louca por Radiohead e a vontade de tocar todas as músicas possíveis deles. E se eu achava que só fazia uns acordes desafinados com meu violão e não botasse muita fé no meu talento musical (que é quase inexistente), em apenas três aulas que tive eu fui chamada para me apresentar com uma turma, provando que bem... até que eu levo jeito pra coisa. Haha A apresentação já está chegando, então me desejem sorte. ;)

Confira só o clipe da minha banda predileta (atual, porque como vocês puderam ler aqui eu sou uma verdadeira metamorfose ambulante) abaixo e vejam só porque não consigo viver sem meus fones de ouvido, é viciante demaaais.

Quando eu era criança, bem pequena mesmo, eu só queria saber de brincar de boneca com minha irmã mais velha. Normal, né? Seria, se ela não preferisse me trocar por livros.

Eu ainda não sabia ler, mas lembro que olhava entediada para minha irmã e minha mãe que ficavam horas e horas em silêncio olhando para aquele bando de letra impressa nos livros e ficava me perguntando “o que tem de tão interessante neles?”. Lembro também que tentei aprender a ler sozinha, só para descobrir porque elas preferiam ler aqueles livros do que brincar comigo, o que não consegui. Mas assim que entrei na escola, aprendi a ler e bem, entendi totalmente o porquê do fascínio por aquelas letrinhas impressas.

Mãe, Line, fico devendo essa pra vocês, porque ser apresentada para esse mundo fantástico da leitura desde cedo é uma das melhores coisas que pôde me acontecer. Comecei com gibis, almanaques, depois fui para literatura infanto juvenil, e ainda no ensino fundamental me apaixonei pelos romances policiais da Agatha Christhie. Eu nunca contei, e acho que nem conseguiria, mas minha lista de leitura ao longo da vida passa de muitas centenas.

Eu lia muito mais antigamente, mas ler, qualquer que for o gênero, ainda é um hábito que eu não largo de jeito nenhum, afinal, nada melhor do que aquela leitura que te prende do começo ao fim e te faz viver inúmeras aventuras na pele dos mais diversos personagens. É surreal. <3
Ok, ok, shame on me, but... Não vivo sem esse bichinho.

Sim, a síndrome do zumbi modernizado me pegou, e virei aquele tipo de pessoa que antes de eu mesma ter um smartphone, eu abominava. Sabe aquela pessoa que você está conversando e de repente ela para de prestar atenção em você para checar o feed do instagram mesmo sabendo que não tem nada de novo? Prazer, eu.

No fim do ensino médio meu celular, um android meio bugado, quebrou de vez, e depois dele acabei não comprando outro. Lembro que me irritava bastante com essas pessoas que preferiam prestar mais atenção no celular do que em mim, até ano passado eu comprar um iPhone e... bem, o resto é história.

Antes mesmo de alcançar o fone de ouvido, checar todas as redes sociais no celular é meu rito de acordar todos os dias, sério. É instagram, twitter, facebook, whatsapp, blog, e só então eu me sinto desperta o suficiente pra levantar. É um caso sério, eu sei.

Eu até ando desligando o celular na hora de escrever para o blog porque senão eu me distraio com o mundo todo que resolve me mandar mensagem bem na hora que estou postando, ai ai...
Não vivo sem escrever. Percebi isso esses dias.

Se não estou escrevendo algo para o blog (e eu estou sempre anotando ideia para posts), eu estou escrevendo coisas aleatórias.

Há um tempo eu andei com um bloqueio ao escrever para o blog, nada do que escrevia eu achava bom o suficiente. Era o perfeccionismo atacando. Mas como sou dessas que não consigo ver um problema na minha frente até soluciona-lo, li mil e uma dicas, textos, artigos, blogs, só para descobrir que só se aprende a escrever de um jeito: escrevendo.

E é isso que ando fazendo.

Deixei todo o perfeccionismo de lado (um feito enorme, diga-se de passagem), e disse a mim mesma a cada post terminado “eu dei o melhor de mim, e o meu melhor é bom o suficiente”. Como qualquer coisa no mundo, a prática leva a perfeição, e eu percebo que minha escrita não só flui melhor agora que me permiti escrever sem mil vozes julgadoras na cabeça, do que também eu ando aprendendo a me comunicar melhor através das palavras (quem percebeu que meus posts andam gigantescos?).
Ah, o café... Essa semana postei uma foto no Instagram perguntando “vício ou paixão?”, porque uma coisa é certa: eu não vivo sem.

Tem gente que não é chegada em café, mas eu cresci com minha família por parte de pai e mãe com o costume de beber muito café. Eu não bebia, mas como vivia muito na casa das minhas avós, aprendi a fazer, e não deu outra, aprendi a beber também.

Hoje em dia eu bebo muito, e quando digo muito, é muito mesmo, de um modo nada saudável. Teve uma época que comecei a ter dor de estômago e comecei a diminuir um pouco a quantidade de xícaras que bebia por dia, mas parar mesmo é difícil viu. Mas me diz, existe algo melhor do que aquele aroma de café recém-coado? <3


Essas foram algumas das coisas que eu não vivo sem, e vocês, se identificaram com alguma?