sejam bem-vindos ao perigosas garotas, por gabriela mayer

Look do Dia: Sobre amor próprio e aceitação

11/08/2015

Comentário(s), gabi

Calma, você está no post certo.

É um look do dia sim, mas hoje esse look é um pouco mais especial.

Não pelas roupas em si, que são bem básicas e a composição do look não tem nada de espetacular ou extravagante como eu costumo trazer aqui no blog.
O look de hoje é mais comfy, mas sem perder o glamour certo? Shorts, camiseta e uma camisa amarrada só pra dar um charme, sapato e bolsa combinando com a paleta de cores, e pronto, tá tudo azul e despojado.

Essa bolsa é uma das coringas do meu guarda-roupa, já que ela é grande e cabe muita coisa ali dentro. Já disse que carrego um mundo comigo quando vou sair? Pois então, ela é perfeita para pessoas como eu que são acumuladoras de coisas dentro da bolsa.

E o sapato? Peguei emprestado da mamis, mas já adianto, ele é mais cenográfico que tudo. É lindo? É, mas andar em cima dele é tipo missão impossível. *crycry*
Agora sabe essa menina da foto aí? Euzinha mesmo, pois é, o post de hoje é um pouco mais sobre ela.

(E ah, antes de ler o resto do post, dá o play nessa música super cool só pra dar um clima.)



Acho engraçado como me produzir inteira para fotografar looks e ser fotografada pelos outros se tornou algo natural da minha rotina de blogueira, entretanto, não foi sempre assim, não.

Eu estava editando as fotos desse look e de repente percebi como eu mudei.

Da garota insegura de 15 anos, da adolescente que não se achava bonita, que se achava magra demais e que usava duas calças mesmo durante o calor só pra ter a impressão de ter pernas mais grossas. Que não fazia nenhuma aula prática de educação física só para não ter que usar shorts.

Se eu ouvia comentários negativos a respeito do meu corpo? Raramente, o problema real mesmo era dentro da minha cabeça.
Eu via todas as meninas ao meu redor super desenvolvidas e eu... Bem, mais magra e mais alta que a maioria.

E acredite, é bem difícil você achar algo de bom em si mesma quando você simplesmente não se encaixa no padrão cobrado.

A eu de 20 anos não acredita em um padrão de beleza, não acha também que tem que mudar nada para tentar ser perfeita, porque perfeição não existe, e a eu de hoje acredita também que a beleza está nessas ditas imperfeições, nesses defeitinhos que nos tornam diferentes do resto do mundo, únicos.

Eu não sou perfeita, mas eu sou versão limitada, baby.

Mas a eu de 15 anos não sabia disso, e ninguém nunca nos conta, não é mesmo?
Eu precisei sofrer de problemas de auto-estima quase minha vida inteira pra perceber que eu não me encaixo nos padrões e quer saber? Eu nem quero. Padrão de quê? Padrão de quem?

Seguir regras nunca foi minha cara mesmo, então o primeiro passo da verdadeira liberdade eu dei quando parei de me importar menos do que os outros acham de mim e mais com quem eu sou de verdade, exterior e interiormente.

Quando eu parei de olhar pra fora pra buscar referências de como eu deveria ser, me portar, me vestir e falar, eu dei chance a descobrir quem eu era de verdade.

E quando eu parei de apontar no espelho os defeitos que eu acreditava ter, eu me dei chance de descobrir minhas qualidades que estavam lá também, na frente do espelho, mas que eu estava ocupada demais ignorando enquanto me preocupava com falhas que quer saber? Não tem importância nenhuma.

Ser feliz é uma questão de escolha.

Existem as coisas boas e ruins, e a vida de ninguém nunca vai ser perfeita, mas você pode escolher focar no bom e ser feliz.
E foi mais ou menos isso que eu fiz, foquei nas minhas qualidades, e de repente descobri uma pessoa maravilhosa debaixo da menina insegura que o mundo criou.

Eu ainda não tenho um corpão, bundão, peitão, pernão, nada ão, e provavelmente eu nunca vou ter. Eu não tenho a pele perfeita e minha raiz não é lisa, mas isso não importa mais, sabe por quê?

Porque eu aprendi a gostar do meu corpo exatamente do jeito que ele é hoje.

Isso não significa que eu não possa mudar algo no exterior a qualquer momento. O exterior é só o exterior, mas a mudança de verdade aconteceu aqui dentro, e no meu interior eu sei que independente do que eu pareça por fora, por dentro eu ainda tenho muito mais a oferecer do que só aparência.

Alguns podem dizer “é fácil dizer isso porque você é magra”, mas ser magra nunca foi fácil estando na minha pele. Pelo menos não era até eu decidir tomar a decisão de ver o melhor em mim mesma.

Você já tentou se acusar menos na frente do espelho?

A menina que tinha vergonha das próprias pernas hoje em dia não usa mais calça e prefere shorts, não abre mão do salto alto mesmo já sendo alta e usa esmalte cor de rosa mesmo não combinando com seu tom de pele.
Quem dita as regras a partir de agora sou eu, não a sociedade, e eu decidi que vou ser feliz, que vou abraçar minhas imperfeições e vou agradecer pelo presente maravilhoso que Deus me deu, que é meu corpo e minha saúde perfeita para eu tomar conta.

Uma frase que gosto muito é a que diz o seguinte “Você não tem uma alma, você é uma alma. Você tem um corpo.” Se você parar pra pensar, ela fala muito a respeito de aceitação.

Pense no seu corpo como um presente. Quando você ganha um presente de alguém você não fica procurando defeitos ou imperfeições nele, não é? O que você faz? Agradece com sinceridade e toma conta daquele pertence que alguém tão especialmente te entregou.

Então porque você não faria o mesmo com seu corpo?

A auto-aceitação e o amor próprio não é algo que acontece de uma hora pra outra. É um processo gradual, mas a partir do momento que você toma a decisão de se amar do jeitinho que você é, sua vida já vai dar um giro inacreditável e vai ganhar também muito mais brilho.

Não ter que seguir regras torna tudo mais divertido. Então porque você também não se dá a chance de ser feliz? Mas feliz 100%, com uma felicidade verdadeira e honesta.

Eu me dei a chance de ser feliz, eu me dei a chance de me amar de verdade, e eu não trilharia nenhum passo desse caminho de forma diferente. Eu ainda tenho muita coisa pela frente, mas caminho com a certeza de que a cada dia que passa eu aprendo e evoluo um pouco mais.

Meu objetivo não é a perfeição, mas sim, a cada dia que passa, ser a melhor versão de mim mesma.

A eu de 20 anos por enquanto está muito contente consigo mesma, e ver a pessoa segura que aquela adolescente incerta se tornou ao olhar para essas fotos me deu um puta orgulho de mim mesma, sabe porque? O mundo não me venceu, e nem eu vou deixar.
Eu espero do fundo do meu coração ter inspirado alguém com esse post, porque de repente eu senti a necessidade de mostrar mais do que um look do dia e fotos bonitas.

Eu não sou tão rasa, e queria mostrar para o mundo algo diferente do que mais do mesmo.

Esse foi um look por uma pessoa de verdade, que passou por problemas de verdade, e que está vencendo uma batalha de cada vez.

Esse foi um look por uma menina que não gostava do que via no espelho e não se achava bonita e não mudou muito por fora, mas que mudou por dentro e isso fez toda a diferença.

Uma menina que agora não tem vergonha de colocar sua roupa mais bonita, fazer sua make mais caprichada, botar um sorriso no rosto e ir fotografar só porque se sente bem fazendo isso.

Mas agora me falem vocês, alguém aí se inspirou a fazer uma faxina interna? E o look, gostaram?